eBookZine
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O eBookZine

O propósito deste eZine [ FANzine eletrônico ] é trazer um breve resumo do que está acontecendo com o mundo dos livros. As mudanças com a interferência ou a influência da Internet e da World Wide Web, e uma apresentação das tecnologias existentes que pretendem se estabelecer como padrão para a apresentação do livro de hoje.

Percorrendo algumas dezenas de páginas na Internet, vimos diversas matérias de jornais e revistas, entre outros documentos mais específicos, para tentar encontrar uma síntese do que era o livro eletrônico e de como as coisas estavam sendo vistas pelas partes envolvidas: o autor, as editoras, o leitor e os desenvolvedores de tecnologia. 

Não pretendemos aqui encerrar verdades. Existem diversas maneiras de enxergar o tema, e das quais nos sentimos à vontade para mostrar ao leitor. São visões que tendem a aceitar o novo mundo tecnológico em que nos encontramos e a usufruir rapidamente de suas vantagens, e outra que tenta mostrar os perigos de uma sociedade tecnocrata. Ambas, de certo modo, corretas em si.

Ednei dos Santos [ editor do eBookZine ]
Ednei dos Santos [ editor do eBookZine ] e seu ReB 1100

Os dispositivos eletrônicos, o padrão, as tendências, o livro e suas nuances, os direitos autorais, entre diversos perigos que rodam o livro, fazem parte de uma discussão bem grande que se torna tema para palestras, workshops, encontros etc. Entretanto, o que tentamos fazer aqui foi encontrar um ponto em comum na discussão e mostrar aos interessados em prover conteúdo para os eBooks, o caminho das pedras.

Em 01 janeiro de 2001, quando colocamos no ar o eBookZine, estávamos num carrossel de verdades e mentiras, onde as gravadoras e o Metallica diziam que não, e o Naspter e o Lobão diziam que sim. Hoje, o eBook, o DVD, o MP3Player, são apenas formas novas que o ser humano descobriu e desenvolveu para continuar se comunicando. O mercado, que provê conteúdo para estes equipamentos, tende a absorver rapidamente os novos produtos, e descobrir que o que importa na verdade é a democratização dos bens de consumo. No mundo capitalista os livros são vendidos, então o leitor, ou o consumidor, tem o direito de acessar as novas tecnologias para livros e para música.

Sabemos que o autor tem que ter a tranqüilidade de escrever suas histórias ou estórias, e ao mesmo tempo tendo recompensas para escrever novas obras. Penso que o ideal é que, enquanto o autor escreve, as editoras mantêm o cenário de processamento de  livros e o mercado a dinâmica para levar os livros até o leitor. Acontece que o mercado vive de novas tecnologias, e uma tecnologia nova que surge para a distribuição de livros é o eBook. Então tudo o que temos é um cenário grande e vasto de possibilidades para este novo mercado que se configura. Empresas sintonizadas vão logo perceber isso e tentar se preparar para o que a gente chama de "Revolução dos eBooks". Virão que dezenas de locadoras na cidade fecharam porque também não perceberam que era preciso ter, pelo menos em uma prateleira no canto da loja, uns dez títulos em DVD.

Pode ser o mercado e a Internet. O livro e o eBook. A "corrida do ouro", como diziam os jornalistas. Mas aqui, nesta tímida pesquisa da eBookZine, apenas um esclarecimento do que nós autores e leitores temos o direito.

Podemos fazer vistas grossas neste momento. Podemos ficar calados e quietos se quisermos e se nos sentir ameaçados; ou dividir nossas expectativas com os nossos colegas, se acharmos que os eBooks podem amenizar o problema de distribuição dos nossos livros.

A Internet, por exemplo, pode deixar algumas pessoas com medo e inseguras, ou deixar outras com a sensação de que não teremos mais governos totalitários. Imagine se existissem as salas de bate-papo na época da revolução estudantil?

O que queremos é um mundo livre e melhor; e os livros ainda nos deixam sonhar com isto.


Por Ednei dos Santos

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