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A especificação OEB

 

 

O uso de padrões em produtos emergentes, ajuda e protege o investimento do consumidor. Quando começaram a surgir as tecnologias para eBooks, sentiu-se a necessidade de se criar um padrão para elas; uma especificação, cujas regras definissem como seriam formatados os conteúdos para os livros eletrônicos e como seria a estrutura básica dos componentes dos seus arquivos. A esta iniciativa deu-se o nome de Open eBook Specification.

 

Em seu livro "A Estrada do Futuro" [ Cia. das Letras 1995 ], Bill Gates explica:

 



“... é difícil tentar impor um padrão de direito num campo em que as inovações surgem rapidamente e no qual as empresas que compõem a comissão de padronização são concorrentes. O mercado [ de produtos eletrônicos de consumo ] adota padrões porque os usuários insistem na padronização. A padronização serve para garantir intercâmbio operacional, para minimizar o treinamento do usuário e, claro, para fomentar ao máximo a indústria... O mercado na verdade escolhe um padrão que tenha um preço razoável e o substitui quando se torna absoleto ou caro demais”.



Sobre a padronização da tecnologia dos eBooks, em outubro de 1998, na Primeira Conferência Mundial de Eletronic Book, foi anunciada a Open eBook initiative.



"Um elemento da iniciativa de Open eBook é uma especificação para o arquivo eBook e estrutura de formatação baseada em HTML e XML, [ linguagens usadas para formatar informação para sites da Web ]. A meta da especificação é rapidamente criar uma massa crítica de conteúdo atrativo. Um editor poderá formatar um título uma só vez de acordo com a especifação e o conteúdo será compatível com uma ampla variedade de softwares readers e aparelhos de leitura.

A concordância com um conjunto comum de especificações de arquivo permitirá aos editores atingir uma grande audiência sem reformatar separadamente seus títulos para cada máquina.

Esta especificação está projetada para ser compatível como os planos de desenvolvimento dos principais esforços de eBook já em andamento".



Portanto, o propósito da Open eBook Publication Structure 1.0, documento finalizado em setembro de 1999 e lançado em novembro do mesmo ano, era prover uma especificação única para representar o conteúdo de livros eletrônicos. A especificação fora desenvolvida e escrita por cerca de 50 companhias integrantes do Open eBook [ OeB ] Authoring Group. Um de seus objetivos era o de dar aos provedores de conteúdo e ferramentas, diretrizes mínimas e comuns que assegurassem fidelidade, precisão, acessibilidade, e apresentação de conteúdo eletrônico sob várias plataformas de livros eletrônicos. Assim, produtos complacentes com a especificação, não ficariam obsoletos do dia pra noite.

 

Os autores presentes na confecção da Open eBook Publication Structure Specification 1.0 eram:

  • Microsoft Corporation

  • SoftBook Press

  • BCL Computers

  • Brown University Scholarly Technology Group

  • Nokia

  • Versaware Inc

  • FX Palo Alto Laboratory, Inc

  • The Productivity Works

  • Project Gutenberg

  • DAISY Consortium

  • Simon & Schuster

  • Glassbook, Inc.

  • Exemplary Technologies

  • NuvoMedia, Inc.

  • OverDrive Systems

  • R.R. Donnelley & Sons Company

  • Red Figure Publications

  • GlobalMentor, Inc.

  • Adobe

  • EAST Co., Ltd

  • IBM

  • Librius

  • Vadem  

Ao mesmo tempo em que nascia um padrão para a formatação de conteúdos para os ebooks, surgia com grande força, e não à toa, a já citada XML [ eXtensible Markup Language ], uma tecnologia relativamente nova, neste caso voltada para a formatação inteligente dos documentos. Assim, a estrutura base da especificação foi dada na tecnologia aberta XML 1.0 e também na HMTL 4.0.

 

Tecnicamente, a OEB 1.0 utilizaria a semântica HTML com base na sintaxe da XML. E o mais importante nisso tudo era que todos esses formatos estavam baseados em um padrão aberto e de domínio público.  

 

As empresas provedoras de conteúdo, as casas publicadores, formatariam seus documentos com base no Open eBook, e seus documentados seriam válidos, uma vez que o conteúdo poderia ser lido em várias “Reading Devices“ ou “Reading Desktop” de qualquer  fabricante. O livro eletrônico ganharia, a partir daí, competitividade e seria compatível com uma variedade larga de dispositivos de leitura. Mesmo os dispositivos de leitura com os conceitos tecnológicos mais avançados como por exemplo os Tablet PCs.

 


 Fonte: Open eBook Forum



Acesso à Open eBook iniciative...

 

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