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Os livros eletrônicos
e os HandHelds

 

Existem dezenas de modelos de aparelhos portáteis disponíveis no mercado, dos quais poderiam muito bem substituir um eBook em valor e concepção. Readers de livros eletrônicos existentes para PDAs [ Personal Digital Assistent ], trazem funções, por exemplo, iguais ao do eRocketTM [ o simulador do Rocket eBookTM para o desktop - computador de mesa ]; funções como o marcador de texto, busca por palavra etc. É geralmente sensível ao toque do dedo ou de canetas especiais, possibilitando escrever na tela. Estes dispositivos, porém, possuem outras características mais abrangentes, como as possibilidades de se jogar videogames, ouvir mp3 ou usar uma calculadora. 

 

Existem, no entanto, características simples que diferem um suporte do outro: um, o eBook Device, nasceu para ser um aparelho dedicado à leitura e para o leitor apreciar sua obra preferida de uma maneira nova, sem dispersar em "sujeiras" de ícones, programas e estas coisas tão inerentes ao PC; enquanto o outro é, na verdade, um organizador pessoal. Alguns eBooks Devices  como por exemplo o HieBook [ o eBook coreano ] e o eBookMan, já trazem algumas aplicações como o player de mp3 e os games, além de agendas e outros softwares. Neste caso, eles adquirem características próximas aos HandHelds. Mas não cabe aqui, é claro, especular a vantagem de um sobre o outro, mas de mostrar o livro eletrônico lido em computadores de bolso [ Palm, Pocket PC, Psion etc ].

 

O que são HandHelds?

 

Os handhelds são pequenos computadores, com teclados e funções praticamente iguais às de um notebook e que podem ser carregados no bolso. Em geral eles são cada vez mais leves e baratos que os computadores de mesa. Com eles é possível receber e-mail, acessar a internet, usar calculadora e agenda eletrônica. São finos e podem pesar de 150 gramas até um pouco mais de um quilo. Alguns modelos, mais poderosos e que realizam algumas funções anteriormente reservadas ao micro, já alcançam um bom espaço na memória para o armazenamento de dados [ em média 8 MB ] enquanto outros trazem entrada para expansão dessa memória. Alguns modelos vem com um espaço médio de até 32 MB. Ou seja, cabem muitos livros. Uma biblioteca num aparelho desses teria, no mínimo, 30 títulos. Para um estudante de Medicina ou Direito, que precisa carregar e ler muitos livros, é maravilhoso.

 

Entre os modelos existentes tem o HP Jornada, o Compaq Aero, o Cassiopeia da Cássio, os da fabricante Psion [ a 10 anos no mercado, com o sistema operacional EPOC ] como por exemplo o Revo e o IBM WorkPad c3; além de outros modelos de fabricantes como 3Com e Handspring.

 

Quando estes aparelhinhos de bolso [ também conhecidos como palmtops ] começaram a ganhar mais visibilidade, ficou a dúvida de qual seria realmente o futuro do eBook Device, uma vez que o que as pessoas necessitavam não era um aparelho a mais para carregar, como celulares, pagers ou agendas, e sim um que trouxesse, de certa maneira, as funcionalidades em conjunto. 

 

Conteúdo e base instalada

 

Empresas produtoras de conteúdos específicos para estes aparelhos estavam crescendo no mundo e diversos softwares nasceram para exatamente atender a demanda, uma vez que a base instalada desses aparelhozinhos no mundo era grande. Um número considerável de aplicativos para esses aparelhos já poderiam ser obtidos via download na rede, cerca de 25 mil até junho de 2000. Bastava encaixa-los numa base [ berço ou cradle ] ligado ao PC para que as informações fossem transferidas de um para o outros em pouco tempo, através de sincronismo de dados.

 

Uma pesquisa da IDC [ Internacional Data Corp. ] conclui que, já em 2002, o número de aparelhos, incluindo os notebooks, com acesso à Internet nos Estados Unidos será superior ao número de PCs. O mercado de handhelds no mundo tem crescido tanto que a base instalada desses aparelhos, só no Brasil em junho de 2000 era de 200 mil usuários brasileiros, e até o final daquele ano tinha-se uma estimativa de venda de mais de 50 mil Palms. Nesse cenário, dezenas de empresas estavam oferecendo serviços para os usuários de palm e bancos estavam oferecendo seus serviços de consultas através deles.

 

Tudo isto significava que as empresas envolvidas no desenvolvimento de tecnologias para eBooks, sabiam que não era exatamente preciso lançar novos aparelhos, precisam apenas apontar suas expectativas para o que já existia. A base instalada de computadores de bolso ajudaria a partir daí a difundir mais os livros eletrônicos.

 

Surgiram então readers para PDAs, entre eles o PeanutPress Reader, o Express Reader e o francês MobiPocket. Ambos tinham como objetivo levar ao usuário do Palm e dos outros aparelhos a graça dos livros eletrônicos. Como nem tudo são flores, houve aquele momento em que dezenas de readers invadiram a Internet e nenhum era na verdade compatível entre si e com o padrão OeB

 

O Microsoft Reader 

 

Neste instante era preciso repensar o livro eletrônico, se não ele se tornaria mais um artefato tecnológico difícil de usar e a população, os estudantes e leitores lúdicos talvez nunca teriam acesso. Enquanto estes Readers rodavam em PalmOS [ Palm Operation System ], a Microsft veio e lançou o MS Reader que rodava sobre o Pocket PC, um sistema operacional que nada mais era que um upgrade do sistema operacional Windows CE [ Windows Compact Edition ]. Este novo sistema foi imediatamente absorvido por grandes empresas como Compaq, HP, Symbol e Cassio que trataram de fabricar seus brinquedos com design arrojados. Uma diferença entre o Reader da Microsoft e os demais, é que este vinha acoplado de uma tecnologia denominada ClearTypeTM, desenvolvida sob o prisma de não prejudicar ou cansar a visão do leitor. E não era só isso, o MS Reader foi desenvolvido para suportar a especificação OeB também. 

 

O futuro 

 

Os livros eletrônicos estão disponíveis para todos as plataformas e modelos. Uma vez que a maioria dos novos handhelds oferece suporte a WAP [ wireless application protocol ] ficou cada vez mais difícil configurar um futuro para o livro eletrônico como um dispositivo eletrônico somente para livros. No Brasil, é importante frisar, o perfil dos usuários destes pequenos computadores é bem diferente, porque enquanto no exterior o uso do instrumento é de caráter pessoal, aqui o uso é quase que exclusivamente profissional e institucional. Fica difícil imaginar que um parelho ultramoderno que combine as facilidades de pagers, laptops, telefones celulares e PDA's, realmente não tome conta até do mundo dos livros eletrônicos. Mas ainda assim acredita-se que o livro eletrônico seria apenas uma prancheta eletrônica feita para ler livros. 

 

Para ler um livro num palm, basta sincronizar uma única vez um reader, fazer o download do arquivo de uma obra preferida numa livraria ou biblioteca virtual e atualiza-los no portátil. Mas temos de levar em conta que a tela do Palm não suporta a tecnologia ClearTypeTM e o tamanho da tela não suporta mais que 9 linha.

 

A tela de um HandHeld em geral, é relativamente pequena, perto do REB1100 e do REB1200 deixa sempre a desejar. As imagens nos aparelhos HandHelds não são tão boas. Pelo menos nos que ainda têm telas monocromáticas. Com exceção dos textos que podem ser lidos sem problema, algumas figuras ainda trazem um problema para o reader dos palm. Algo que não acontece nos aparelhos com telas coloridas, como alguns modelos de Pocket PC e ou os eBook Device como o SoftBook.

 

Alguns readers para computadores de bolso:


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