Dentro da expectativa dos envolvidos com conteúdo para eBooks, está nascendo um grande e novo paradigma que envolve a segurança de objetos digitais na Internet, o DOI [ Digital Object Identifier ou Identificador de Objeto Digital ].
O DOI consiste num sistema de identificação numérico para conteúdo digital, uma espécie de ISBN para os livros eletrônicos e para documentos em geral. O sistema DOI é um método novo desenvolvido pela Associação de Publicadores Americanos [ AAP ], para prover a base administrativa de conteúdo digital. Ele conduz a publicadores e membros da Internet, identificadores e nomes sem igual para seus os objetos digitais [ documentos, imagens, arquivos etc ].
Implementado junto a sistemas de segurança, o DOI é concebido como um "número", mas não tem um sistema de codificação pré-definido e também não traduz ou "analisa gramaticalmente" este número. Ele emite nomes e informações a produtos e armazena dados sobre os seus atuais detentores e donos [ associações profissionais e empresas de tecnologia ]. Então, atribui um número único e exclusivo, o identificador de objetos digitais, a todo e qualquer material publicado.
Objetivos:
O DOI surgiu para, de um lado, auxiliar no pagamento de direitos autorais através de um sistema de distribuição de textos digitais e, de outro, amancipar meios certeiros para localizar e acessar materiais na web.
O projeto também faz parte de um esforço muito mais amplo para tornar o
conteúdo da rede mundial mais fácil de localizar e acessar. Os livros só
começaram agora a entrar nesse sistema, mas já existem três milhões de DOIs
em uso, dando referências cruzadas ativas sobre publicações acadêmicas e
profissionais on-line.
Demonstração em www.crossref.org
O número DOI consiste de duas partes:
1. De uma raiz ou prefixo que identifica o publicador do documento;
2. E de um sufixo, determinado pelo publicador do documento, ou editora, que fica todo à direita do prefixo, que é único e exclusivo para cada obra.
Por exemplo: "10.5555.1 / + ISBN"
A IDF [ International DOI Foundation ou Fundação Internacional de DOI, órgão gerenciador baseada em Genebra ] nomeia a raiz DOI e provê a certeza que cada raiz é diferente uma da outra. Os livros, por exemplo, provavelmente utilizarão como sufixo o número que já consta do ISBN - International Standard Book Numbers [ sistema internacional de catalogação de livros ]. Quando um programa navegador encontra um número DOI, utiliza o prefixo para encontrar o banco de dados da editora e ali acessa as informações relativas ao livro, que podem incluir os dados do catálogo, excertos, resenhas e links.
A editora pode atribuir números DOI a partes dos livros. Assim, poderá vender capítulos isolados, para serem baixados pela internet ou combinados com outros materiais, formando pacotes para cursos universitários ou livros especiais para serem impressos a pedido.
Veja outra demonstração do sistema DOI!
Handle System
A tecnologia de base, chamada Handle System [ algo como Sistema de Manipulação ] foi desenvolvida por um órgão financiado pelo governo americano, o CNRI -
Corporation for National Research Initiatives. O presidente da CNRI, Robert
E. Kahn, um dos criadores da internet, define a missão desse órgão como a de
"reconceitualizar a rede, passando da movimentação de lotes de dados para a
administração das informações".
Os identificadores DOI são registrados no servidor central na IDF, através do Handle System, que é projetado para recorrer a documentos de Internet pelas suas URLs [ enredeços ] ou local físico em um servidor. Quando um arquivo digital tiver um DOI associado, o Handle System dirige um pedido para o arquivo do dono do direito autoral, independente de seu local físico, garantindo assim o registro de direito no repasse de documentos. Este sistema ainda não chegou no Brasil, mas já está sendo implantado em algumas soluções DRM, como a usada na venda do e-livro de João Ubaldo Ribeiro.
O DOI pode ser considerado uma parte do DRM [ Digital Rights Management ], sistema de gerenciamento de diretos autorais que as editoras, livrarias e bibliotecas virtuais utilizam para guardar conteúdos digitais na Internet.
Conheça também o site: ebrary.com.
Fonte: Stephen H. Wildstrom, BusinessWeek